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“A onda 13 naufragou”, diz Coronel ao anunciar voto em Flávio Bolsonaro

Senador baiano declara apoio ao parlamentar do PL, critica o PT na Bahia e aponta cenário de mudança política no estado

Redação
Por: Redação
28/04/2026 às 08h03
“A onda 13 naufragou”, diz Coronel ao anunciar voto em Flávio Bolsonaro
Foto | Senado | Federal

O senador Angelo Coronel (Republicanos) declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República nas eleições de outubro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante entrevista à rádio Baiana FM, quando o parlamentar afirmou que pretende atuar ativamente na campanha.

“Eu vou votar no Flávio, vou fazer campanha, vou até o fim. Nessas andanças minhas já tenho pedido e vou continuar pedindo. Eu acredito na mudança e na renovação da política. Tem que dar oportunidade aos outros”, disse.

Durante a entrevista, Coronel relembrou sua posição no pleito presidencial de 2022. “Dizer que eu não torcia para a eleição de Bolsonaro eu estaria mentindo, mas eu votei na época em Lula”, afirmou, ao comentar seu histórico político recente.

Avaliação do cenário político na Bahia

O senador também fez uma análise do cenário político no estado e afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) perdeu força na Bahia. Segundo ele, o momento atual difere de períodos anteriores de hegemonia eleitoral da sigla.

“Pelo amor de Deus, petistas, não me venham dizer que a onda 13 está ativa. Vocês não são cegos e nem burros, vocês estão vendo. A onda 13 zerou. Para mim a onda 13 já naufragou”, declarou.

Coronel ainda projetou a possibilidade de alternância de poder com base em ciclos históricos. “Eu não sei te dizer se na eleição daqui a cinco meses esse fenômeno vai se repetir. Em 86, Waldir venceu, 20 anos depois Wagner ganhou. De 20 em 20 anos o fenômeno se repete. A cada 20 anos vem uma mudança grande”, disse.

Críticas ao Judiciário e ao STF

Na entrevista, o parlamentar criticou a atuação do Poder Judiciário, apontando, segundo ele, um desequilíbrio entre os poderes da República.

“Eu acredito ainda que a gente viva em uma democracia, apesar de que estamos vivendo em uma ditadura do Judiciário. Eu acho que o Judiciário está extrapolando nas suas ações e isso está deixando o Executivo e o parlamento a reboque do Poder Judiciário”, afirmou.

Ao comentar o desempenho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Coronel reconheceu a atuação do magistrado, mas apontou excessos.

“Ele teve um papel muito importante em um período. Eu sou até suspeito, porque eu me dou muito bem com ele, de frequentar, inclusive, a minha residência em Brasília. Conheço muito ele. Agora pecou, cometeu muitos excessos, e que esses excessos não podem ser permitidos no dia de hoje”, disse.

Posição sobre jornada de trabalho

O senador também abordou o debate sobre a jornada de trabalho e apresentou uma posição diferente da defendida anteriormente. Após ter se manifestado a favor da manutenção da escala 6x1, Coronel afirmou não ser contrário à adoção do modelo 5x2, desde que haja compensações para o setor empresarial.

“Eu não sou contra a escala 5x2, mas quero saber a compensação que o empresário vai ter com essa mudança. O governo tem que desonerar a folha em relação ao período de folga do trabalhador. O governo tem que dar sua dose de sacrifício, não é só o empregador”, afirmou.

Ele também ressaltou o papel dos empregadores na economia. “Não dá para só o empresário pagar a conta. Eu defenderei o empregador em qualquer circunstância. Só tem empregado, porque tem o empregador”, completou.

Próximos desdobramentos

As declarações de Angelo Coronel ocorrem em um momento de movimentação política pré-eleitoral e indicam possível reposicionamento de alianças no cenário nacional e estadual. O apoio antecipado a Flávio Bolsonaro e as críticas ao Judiciário e ao PT devem repercutir no ambiente político, especialmente na Bahia, onde o grupo governista busca manter sua base de apoio.

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