
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou nesta segunda-feira (4) os dados mais recentes da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, destacando a redução da taxa de desemprego e o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada na capital baiana.
Segundo o levantamento, a taxa de desocupação em Salvador caiu de 14,3% em 2022 para 8,2% em 2025, uma redução de 6,1 pontos percentuais. No mesmo período, o número de empregos formais passou de 1,224 milhão para 1,253 milhão, indicando crescimento no mercado de trabalho.
Durante entrevista coletiva, o prefeito afirmou que o desempenho da capital tem influenciado diretamente os indicadores estaduais. “Estamos batendo recordes na geração de empregos. Nós estamos puxando a Bahia”, declarou.
Bruno Reis também relacionou os resultados ao aumento do fluxo turístico na cidade, especialmente no primeiro trimestre do ano. Segundo ele, o crescimento no número de visitantes impacta diretamente setores como bares, restaurantes e hotéis, ampliando a geração de renda.
“Você vê o recorde de turistas visitando a nossa cidade. Isso significa toda a cadeia do turismo funcionando, com gente trabalhando e gerando renda”, afirmou.
Na mesma ocasião, o prefeito fez críticas ao governo da Bahia e cobrou o repasse de recursos para serviços executados em parceria. De acordo com ele, há débitos superiores a R$ 20 milhões relacionados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Além disso, citou valores pendentes para equipamentos como a Casa da Mulher Brasileira, no Caminho das Árvores, e a maternidade municipal localizada no bairro da Federação.
“Deve mais de 20 milhões do Samu e cerca de 6 milhões da Casa da Mulher Brasileira. Nem as transferências obrigatórias estão sendo cumpridas”, afirmou.
O prefeito também criticou a atuação de gestões do PT na Bahia, associando problemas sociais à população de baixa renda. Ele citou dados sobre pobreza, violência e acesso à saúde e educação.
“Quem sofre com a fila da regulação, com a violência e com a qualidade da educação é o povo mais pobre”, disse.
As declarações ocorrem em meio ao cenário político que antecede as eleições de outubro, em um contexto de embates entre lideranças municipais e estaduais.
Apesar da melhora nos números do emprego, os dados da PNAD Contínua indicam que ainda há desafios estruturais, especialmente em relação à informalidade e à renda da população.
A gestão municipal atribui os avanços à retomada econômica e a políticas de incentivo ao turismo e serviços, enquanto especialistas apontam a necessidade de manutenção do crescimento com geração de empregos de maior qualidade e estabilidade.