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Novas tarifas dos EUA geram preocupação na indústria brasileira e mobilizam entidades do setor

Firjan, CNI e Fiesp articulam atuação conjunta para tentar reverter decisão do USTR antes de possível entrada em vigor em julho

Redação
Por: Redação
03/06/2026 às 12h19
Novas tarifas dos EUA geram preocupação na indústria brasileira e mobilizam entidades do setor
Foto: Divulgação | Shutterstock

A decisão da representação comercial dos Estados Unidos, o USTR, de avançar com uma nova investigação comercial acendeu um alerta no setor industrial brasileiro e gerou preocupação entre entidades empresariais.

A medida, divulgada recentemente, foi mal recebida por representantes da indústria no Brasil, que temem a possível retomada de barreiras tarifárias semelhantes ao chamado “tarifaço”, anteriormente suspenso. Caso seja aprovada, a decisão pode entrar em vigor a partir de 15 de julho.

Diante do cenário, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outras entidades do setor devem participar de audiências promovidas pelo USTR com o objetivo de tentar reverter a decisão e reduzir impactos sobre exportações e investimentos.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) informou que já se habilitou oficialmente junto ao órgão norte-americano como parte interessada na investigação, em conjunto com a CNI e representantes de diferentes setores industriais.

Em nota, a Firjan destacou que a atuação busca preservar o ambiente de negócios e o relacionamento econômico entre os dois países.

“Apesar de não ter efeito imediato, esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países”, afirmou o presidente da entidade, Luiz Césio Caetano.

A federação reforçou ainda que defende negociações objetivas em defesa da indústria brasileira e da parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos.

No estado de São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se posicionou sobre o tema. A entidade afirmou que mantém diálogo com autoridades brasileiras e norte-americanas e reforçou o compromisso com a chamada “diplomacia empresarial” como caminho para reverter a decisão.

O movimento conjunto das entidades industriais reflete a preocupação do setor produtivo com possíveis impactos sobre exportações, competitividade e segurança jurídica nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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