
A Polícia Federal deflagrou nesta ultima sexta-feira (15) uma ofensiva de grande impacto contra um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de operar um sofisticado esquema de ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e evasão de recursos para o exterior.
Batizada de Operação Sem Refino, a ação mobilizou agentes nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal.
O número que mais chamou atenção foi o tamanho do bloqueio financeiro determinado pela Justiça: cerca de R$ 52 bilhões em ativos foram congelados.
Segundo as investigações, o grupo utilizaria uma complexa estrutura societária e financeira para esconder patrimônio, dissimular movimentações e enviar recursos para fora do país.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública.
A ofensiva também contou com apoio técnico da Receita Federal.
A gravidade das suspeitas fez com que um dos investigados fosse incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais.
Além disso, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, ampliando o impacto da operação sobre o grupo empresarial.
A operação provoca forte repercussão no setor de combustíveis, considerado um dos mais sensíveis da economia brasileira por movimentar bilhões de reais anualmente.
Nos bastidores, investigadores avaliam que o esquema pode ter ramificações ainda maiores, envolvendo movimentações financeiras complexas, empresas de fachada e possíveis conexões internacionais.
A PF ainda não divulgou os nomes dos principais investigados, mas fontes ligadas às apurações classificam a ofensiva como uma das maiores operações financeiras dos últimos anos no país.
A expectativa agora gira em torno da análise do material apreendido, que pode abrir novos desdobramentos e ampliar ainda mais o alcance da investigação.