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PF mira império bilionário dos combustíveis e bloqueia R$ 52 bilhões em megaoperação

Operação Sem Refino atinge grupo suspeito de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação patrimonial; STF autorizou afastamento de agentes públicos e inclusão de investigado na lista vermelha da Interpol

Redação
Por: Redação
16/05/2026 às 09h30
PF mira império bilionário dos combustíveis e bloqueia R$ 52 bilhões em megaoperação
Marcello Casal Jr/ABr Fonte: Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou nesta ultima sexta-feira (15) uma ofensiva de grande impacto contra um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de operar um sofisticado esquema de ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e evasão de recursos para o exterior.

Batizada de Operação Sem Refino, a ação mobilizou agentes nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal.

O número que mais chamou atenção foi o tamanho do bloqueio financeiro determinado pela Justiça: cerca de R$ 52 bilhões em ativos foram congelados.

 esquema bilionário

Segundo as investigações, o grupo utilizaria uma complexa estrutura societária e financeira para esconder patrimônio, dissimular movimentações e enviar recursos para fora do país.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública.

A ofensiva também contou com apoio técnico da Receita Federal.

Interpol 

A gravidade das suspeitas fez com que um dos investigados fosse incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais.

Além disso, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, ampliando o impacto da operação sobre o grupo empresarial.

Setor estratégico sob pressão

A operação provoca forte repercussão no setor de combustíveis, considerado um dos mais sensíveis da economia brasileira por movimentar bilhões de reais anualmente.

Nos bastidores, investigadores avaliam que o esquema pode ter ramificações ainda maiores, envolvendo movimentações financeiras complexas, empresas de fachada e possíveis conexões internacionais.

A PF ainda não divulgou os nomes dos principais investigados, mas fontes ligadas às apurações classificam a ofensiva como uma das maiores operações financeiras dos últimos anos no país.

A expectativa agora gira em torno da análise do material apreendido, que pode abrir novos desdobramentos e ampliar ainda mais o alcance da investigação.

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